25 julho 2013

Aprenda um pouco mais sobre Projeções cartográficas

Represent. dos Fusos UTM do Brasil
Projeções cartográficas é um dos assuntos em cartografia/GIS que mais causam confusões. Como enfatizo sempre, trabalhar com GIS não é apenas jogar dados em um software e mandar imprimir, é preciso saber o que está fazendo para não fazer besteira.

Não precisa ser um estudioso para entender este assunto, basta ler. Tendo isto em vista, gostaria de compartilhar hoje um link de um material muito bom do professor Renato Paes de Almeida, da USP, encontrado na internet.
Nele o professor explica um pouco sobre as diferentes projeções, mas principalmente tira algumas dúvidas clássicas sobre a projeção UTM, entre elas:

A projeção UTM é útil em áreas pequenas e grandes escalas,como 1:50.000 ou 1:10.000.
- O sistema UTM não dá coordenadas cartesianas em metros, pois sua malha é distorcida em relação às direções N-S e E-O verdadeiras.
- Não se pode integrar mapas de fusos diferentes, ou seja, se dois mapas 1:10.000 adjacentes apresentam sigla inicial com número diferente (SF22 e SF23, por exemplo), isso indica que estão em cartas 1:1.000.000 diferentes, e portanto em fusos UTM diferentes, cada um projetado em um cilindro.
- Na latitude de São Paulo os limites de um fuso tem inclinação de 1,2º em relação ao norte geográfico, e como mapas de fusos adjacentes tem inclinação oposta, as linhas UTM divergem em 2,4º – os mapas não encaixam.
- Para indicar a posição de um ponto no planeta, não basta fornecer as coordenadas utm lidas em um GPS, é necessário informar também a zona UTM, pois uma determinada coordenada pode representar 120 pontos diferentes no planeta, 2 por cilindro (um Norte e outro Sul).
- Em projetos e relatórios de áreas restritas é útil expressar a posição de um ponto em UTM, mas para trabalhos regionais ou destinados a publicação em periódicos, as coordenadas geográficas são mais adequadas.

Leia Mais:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Opine: